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Indivíduos que sofrem com varizes enfrentam mais do que uma questão estética. O problema causa incômodo, inchaço e dor — e pode evoluir para complicações sérias. A escleroterapia com espuma é uma das alternativas modernas para o tratamento das varizes, combinando eficácia com mínima invasividade.

O que é a escleroterapia com espuma?

A escleroterapia com espuma é uma evolução da escleroterapia convencional. Em vez de injetar o medicamento esclerosante na forma líquida, transforma-se a solução em uma espuma densa, que tem maior poder de contato com as paredes do vaso e maior eficácia terapêutica.

A substância mais utilizada é o polidocanol, um agente esclerosante bem tolerado e amplamente testado. A espuma é preparada pelo médico no momento do procedimento, utilizando técnica específica que garante a qualidade e segurança da aplicação.

"A escleroterapia com espuma é uma técnica pouco invasiva que pode substituir a cirurgia em muitos casos. O paciente pode retornar às atividades normais logo após o procedimento."

Como funciona?

A espuma é injetada diretamente dentro da veia por meio de uma agulha fina. Ao entrar em contato com as paredes venosas, causa uma reação química controlada — uma inflamação localizada que destrói o endotélio (camada interna da veia). A curto e médio prazo, a veia se fecha e é gradualmente reabsorvida pelo organismo.

Em varizes maiores ou veias que não são visíveis na superfície, o procedimento é realizado com guia de ultrassonografia (eco-escleroterapia), que permite ao médico visualizar a veia em tempo real e injetar a espuma com precisão milimétrica.

Para quem é indicada?

A escleroterapia com espuma é indicada principalmente para:

  • Varizes reticulares (1 a 3mm)
  • Varizes tronculares de médio calibre
  • Veias que não respondem bem à escleroterapia convencional
  • Casos em que se busca alternativa menos invasiva à cirurgia
  • Recidivas após tratamentos anteriores

Vantagens em relação à escleroterapia convencional

  • Maior eficácia: a espuma tem mais contato com as paredes venosas do que o líquido
  • Menor quantidade de medicamento: a espuma ocupa mais volume, sendo necessária menor concentração
  • Alcance de veias profundas: com guia de ultrassonografia, trata veias que não são visíveis
  • Alternativa à cirurgia: pode tratar varizes que, anteriormente, só seriam tratadas com cirurgia

Como é a recuperação?

O procedimento não requer incisão nem anestesia geral. É realizado em ambiente ambulatorial. Após a aplicação, o paciente pode retomar suas atividades normais no mesmo dia — sem necessidade de repouso.

As principais recomendações pós-procedimento incluem:

  • Uso de meia elástica de compressão por algumas semanas
  • Caminhadas leves para estimular o retorno venoso
  • Evitar exposição solar intensa na área tratada
  • Retorno para avaliação após 4 a 6 semanas

Cada caso requer análise individual, pois o protocolo de tratamento — número de sessões, concentração da espuma e técnica — varia conforme as necessidades de cada paciente.

A escleroterapia com espuma pode ser sua solução

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