Uma das perguntas mais frequentes no consultório é: qual é o melhor tratamento para varizes? A resposta depende do tipo, do tamanho e da localização das varizes, além das características individuais de cada paciente. O que é ideal para uma pessoa pode não ser a melhor opção para outra.
A boa notícia é que hoje existem várias opções — da maioria minimamente invasivas, com recuperação rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais. Veja um panorama completo.
"Não existe um tratamento único para todas as varizes. A escolha correta começa com uma avaliação detalhada, que considera tanto a doença quanto o perfil e os objetivos do paciente."
Entendendo os tipos de varizes
Antes de falar em tratamento, é importante entender que as varizes se apresentam em diferentes calibres — e o tratamento ideal varia conforme o tamanho:
- Telangiectasias (vasinhos): vasos muito finos, vermelhos ou azulados, menores que 1mm. Geralmente de natureza estética.
- Varizes reticulares: veias azuladas, de 1 a 3mm, logo abaixo da pele.
- Varizes tronculares: veias azuladas ou esverdeadas, acima de 3mm, frequentemente salientes. Podem causar sintomas como dor e inchaço.
- Varizes de tronco safeno: acometimento das veias safenas magna ou parva — os troncos principais. Geralmente exigem tratamento específico.
As opções de tratamento
Escleroterapia convencional (com glicose ou polidocanol líquido) Vasinhos e varizes pequenas
A escleroterapia é a técnica mais utilizada para vasinhos e varizes pequenas. Consiste na injeção de uma solução esclerosante diretamente no interior do vaso — a substância mais comum é a glicose hipertônica, mas também se usa polidocanol líquido.
Como funciona: a solução irrita as paredes do vaso, provoca uma reação inflamatória controlada, e o vaso é gradualmente absorvido pelo organismo. O resultado aparece ao longo de semanas a meses após o procedimento.
Recuperação: praticamente imediata. O paciente pode retornar às atividades normais no mesmo dia. Pode haver leve hematoma ou hiperpigmentação temporária no local.
Escleroterapia com laser (EVLT superficial) Vasinhos resistentes
O laser de superfície é indicado especialmente para vasinhos muito finos que não respondem bem à escleroterapia convencional — geralmente vasos com menos de 0,5mm ou localizados em áreas de difícil acesso com agulha (como ao redor dos tornozelos).
Como funciona: o laser emite energia luminosa que é absorvida pela hemoglobina dentro do vaso, gerando calor e provocando a coagulação e destruição do vasinho sem injeções.
Recuperação: rápida, com possível vermelhidão temporária no local tratado. Proteção solar obrigatória na área tratada.
Escleroterapia com espuma (Foam) Varizes médias
A escleroterapia com espuma é uma evolução da técnica convencional, indicada para varizes de calibre médio (reticulares e tronculares menores). A solução esclerosante é transformada em espuma densa, o que aumenta o contato com as paredes do vaso e potencializa o efeito.
Como funciona: a espuma de polidocanol é injetada sob guia de ultrassonografia, permitindo tratar veias que não são visíveis na superfície. É uma alternativa menos invasiva à cirurgia para muitas pacientes.
Recuperação: uso de meia de compressão por alguns dias. Retorno às atividades em 24 a 48 horas.
Laser endovenoso (EVLA) Varizes de safena
O laser endovenoso é indicado para tratamento das veias safenas — os troncos venosos principais. Substitui a cirurgia de retirada da veia safena com excelentes resultados e recuperação muito mais rápida.
Como funciona: uma fibra ótica ultrafina é introduzida dentro da veia safena por uma pequena punção. O laser é disparado ao longo do trajeto da veia, gerando calor que colapsa e fecha a veia permanentemente. Realizado sob anestesia tumescente local.
Recuperação: o paciente anda logo após o procedimento. Retorno ao trabalho em 2 a 5 dias. Uso de meia de compressão por 7 a 14 dias.
Microcirurgia e cirurgia de varizes Casos avançados
Reservada para pacientes com varizes muito dilatadas, em grande quantidade, ou que não respondem aos tratamentos menos invasivos. Realizada em centro cirúrgico, com anestesia local ou geral, é considerada de baixo risco e produz resultados duradouros.
Como funciona: as varizes são retiradas por pequenas incisões ou por técnica de flebectomia ambulatorial (microcirurgia). Em casos de safena comprometida, pode ser combinada ao laser endovenoso.
Recuperação: retorno ao trabalho leve em 5 a 7 dias. Atividade física liberada progressivamente após 2 a 4 semanas.
Comparativo resumido
| Tratamento | Indicação | Anestesia | Recuperação |
|---|---|---|---|
| Escleroterapia convencional | Vasinhos e varizes pequenas | Não | Imediata |
| Laser de superfície | Vasinhos finos resistentes | Não | Imediata |
| Escleroterapia com espuma | Varizes médias | Não | 24–48h |
| Laser endovenoso | Safenas comprometidas | Local tumescente | 2–5 dias |
| Cirurgia | Casos avançados/grandes | Local ou geral | 5–14 dias |
Qual tratamento é o certo para você?
A escolha do tratamento depende de uma avaliação completa que inclui exame clínico e ultrassonografia vascular (mapeamento duplex). Com esses dados, o cirurgião vascular pode indicar o protocolo mais adequado — que muitas vezes combina mais de uma técnica para resultados melhores.
O que é certo afirmar: quanto mais precocemente tratadas, mais simples e eficazes são as intervenções. Não espere as varizes piorarem para buscar ajuda.
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