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Por que jovens também desenvolvem varizes

A idade é frequentemente citada como fator de risco para varizes, e de fato o envelhecimento natural dos vasos contribui para o surgimento do problema ao longo da vida. No entanto, o principal determinante do desenvolvimento de varizes é a herança genética — não o número de anos de uma pessoa.

Quando há histórico familiar de insuficiência venosa, as chances de um jovem desenvolvê-la são muito elevadas — independentemente da idade. Pessoas com predisposição genética podem apresentar os primeiros vasinhos e varizes ainda na adolescência ou no início da vida adulta, especialmente quando associam outros fatores de risco como sedentarismo, obesidade ou uso de anticoncepcionais hormonais.

Fatores de risco que afetam especialmente os jovens

Herança genética

É o fator mais determinante. Se um dos pais apresenta varizes, a probabilidade do filho desenvolvê-las ao longo da vida é de 40 a 50%. Se ambos os pais têm varizes, essa chance sobe para mais de 90%. A predisposição genética determina a qualidade das paredes venosas e o funcionamento das válvulas que controlam o fluxo sanguíneo.

Anticoncepcionais hormonais em jovens

Mulheres jovens que utilizam pílulas anticoncepcionais contendo estrogênio e progesterona apresentam risco aumentado de desenvolver varizes, especialmente se há predisposição familiar. Os hormônios presentes nesses medicamentos relaxam as paredes venosas, reduzindo sua tonicidade e favorecendo a dilatação das veias. O risco é maior quando o uso começa muito cedo — antes dos 20 anos — e se estende por muitos anos.

Gravidez na juventude

Gestações precoces combinam dois poderosos fatores de risco: as alterações hormonais que relaxam as veias e a pressão mecânica do útero sobre as veias pélvicas, que dificulta o retorno venoso das pernas. Mulheres que engravidam cedo e têm predisposição genética têm maior probabilidade de desenvolver varizes já nas primeiras gestações.

Estilo de vida sedentário

A geração atual de jovens passa muitas horas sentada — estudando, trabalhando remotamente, usando dispositivos digitais. O sedentarismo prolongado compromete a função da bomba muscular da panturrilha, que normalmente impulsiona o sangue das pernas de volta ao coração durante o movimento. A falta de atividade física regular é um fator de risco significativo para insuficiência venosa em qualquer faixa etária.

O surgimento precoce de varizes em pessoas jovens com histórico familiar não é surpresa — é previsível. A boa notícia é que intervenção mais cedo significa tratamento mais simples e melhores resultados a longo prazo.

Sintomas que os jovens devem observar

Os sintomas das varizes são idênticos em qualquer faixa etária. Jovens devem procurar avaliação médica ao perceber:

  • Pequenos vasinhos vermelhos ou arroxeados aparecendo nas pernas
  • Veias levemente dilatadas e visíveis sob a pele
  • Sensação de peso ou cansaço nas pernas ao final do dia
  • Inchaço nos tornozelos, especialmente em dias quentes ou após longos períodos em pé
  • Cãibras noturnas que aparecem com frequência
  • Dor ou queimação nas pernas sem causa aparente

Prevenção para jovens com predisposição

Embora não seja possível mudar a herança genética, é possível retardar significativamente o surgimento e a progressão das varizes com medidas preventivas adotadas desde cedo:

  • Praticar atividade física regularmente — caminhada, natação, ciclismo e hidroginástica são excelentes para a circulação
  • Manter peso saudável — o excesso de peso sobrecarrega o sistema venoso
  • Evitar longos períodos na mesma posição — movimente os pés e tornozelos ao sentar ou ficar em pé
  • Elevar as pernas ao repousar, especialmente após dias longos
  • Usar meias de compressão quando indicadas pelo médico, especialmente em viagens longas
  • Realizar check-up vascular anual, especialmente se há histórico familiar
  • Discutir com o médico o risco vascular antes de iniciar anticoncepcionais hormonais

Nunca é cedo demais para cuidar das suas pernas

Se você tem histórico familiar de varizes ou já percebe os primeiros sinais, agende uma avaliação. A prevenção e o diagnóstico precoce fazem toda a diferença.

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